Linhas de Ação e Trabalho da Umbanda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Mãe Lurdes de Campos Vieira   


O ritual de Umbanda não aconteceu por acaso; foi pensado e idealizado no astral, antes de sua concretização no plano material. Os Senhores da Luz, os Orixás, projetaram e estruturaram uma nova religião, uma corrente astral aberta a todos os espíritos que quisessem praticar a caridade, independentemente das origens terrenas de suas encarnações, e que freasse o radicalismo religioso existente. Uma religião de massa, para acolher os milhões de espíritos que reencarnariam em solo brasileiro, no início do séc. XX, e que já haviam encarnado aqui ou em outras terras, com diversas religiões magísticas e naturais.





Durante sua fundação e concretização, a Umbanda Sagrada mostrou-se uma via evolutiva tão atraente que uma quantidade enorme de espíritos afluíram para ela e foi preciso criar linhas ou correntes de trabalho para acomodá-los. Esses espíritos provinham de diferentes religiões, das quais ainda traziam latentes as suas últimas formações religiosas. Assim  como  os Orixás  se  assentam nas Sete Grandes Linhas ou irradiações divinas, também as demais entidades - guias, protetores, mentores - atuam por meio das mesmas, em suas linhas ou correntes de trabalho. Esses espíritos iluminados que se manifestam na Umbanda alcançaram seus graus em outras religiões, mas se apresentam como Caboclos, Pretos-Velhos, Marinheiros etc., na irradiação de um ou mais Orixás. Nas Sete Grandes Linhas atuam os Orixás, que são divindades. Nas Legiões e Falanges das Linhas de Ação e Trabalho, atuam espíritos de Caboclos, Pretos-velhos, Crianças, Marinheiros, Boiadeiros, Baianos, Ciganos, Exus, Pombojiras e outros.

São linhas de ação nas esferas espirituais e de trabalhos no plano material. Nas legiões e falanges dos Caboclos e dos pretos-velhos, por exemplo, sob suas formas plasmadas, estão ocultos grandes sacerdotes, filósofos, professores e sábios dos mais diferentes rituais, desencarnados há muitos séculos.

“ Nas linhas de Umbanda, se manifestam os heróis desconhecidos, englobados em arquétipos fortes porque são espíritos que, quando na Terra, e encarnados, dedicaram suas vidas no anônimo trabalho de consolar e amparar os aflitos e os desesperançados”. (Rubens Saraceni – Os Arquétipos da Umbanda – Madras Ed.)